Isso mesmo ! Nas fotos, estou dividindo o mundo em leste\oeste. Metade de mim é leste, a outra metade é oeste. Sem pagar, tem dois jeitos de ver a divisão do mundo. Ou pela linha verde quando o dia fica escuro, ou na linha branca que fica no chão.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Onde um Meridiano divide o mundo !
Isso mesmo ! Nas fotos, estou dividindo o mundo em leste\oeste. Metade de mim é leste, a outra metade é oeste. Sem pagar, tem dois jeitos de ver a divisão do mundo. Ou pela linha verde quando o dia fica escuro, ou na linha branca que fica no chão.
domingo, 26 de fevereiro de 2012
60 horas em Paris.
Tá, eu sei. Não precisa enfatizar. Você me lê frequentemente, e assim como eu, também fica ansioso(a) pelos próximos passos da minha viagem. Quer ler o próximo texto, a próxima curiosidade, o proximo interessante, o novo detalhe. Daí, meu pai e eu decidimos ''me viajar'' durante um final de semana inteirinho por Paris e eu, com meu egoísmo, não escrevo nada sobre isso ? Nem antes de ir, e nem depois de ter chegado ? Para tudo, produção ! Erro de roteiro, só pode !
Não. Tá tudo programadinho, tem erro nenhum na produção. Que dizer, mais ou menos. A questão é que as idéias são fluídas e livres demais para se expressarem como num roteiro. E elas precisam se oxigenar para se manifestarem. A estadia em Paris foi instantânea, como uma bomba, de uma vez só tudo girou, chegou e foi embora. Precisei de tempo para organizar as idéias, desculpa. Pois bem, adiantemos !
Bem, foram 60 horas, dois dias e um tanto mais. Não sai nenhum dia para a noite, porque queria enxergar cada suposto brilho daquela cidade durante o dia, então a noite foi só de descanso. Como um todo, a cidade de Paris é bonita sim e nela circula uma ar, uma atmosfera diferente, sabe. É como se em cada brisa existisse um tanto de História circulando pelo local. Os prédios são antigos, como em quase todos os lugares europeus. E, em cada um deles, mas mais naqueles que são importantes, há uma arte, um design, e sempre um significado, uma razão que se encontra no passado, na História da França e do mundo como um todo.
Visitei 7 pontos turísticos principais, se não me engano. Torre Eiffel, Versalhes, Notre-dome, Moulin Rouge, Avenida champs-élysées ( comércio ), Arco do triunfo e Louvre. Talvez um pouco mais. Todos são lindos, de fato cinematográficos, quando também vistos de perto. A torre Eiffel é linda mesmo, mas preferi ela a noite, quando de tempo em tempo luzes brancas piscam dinamicamente, tipo uma árvore de natal. Subi ela todinha. De elevador, é claro. Mas desci rapidinho, tamanho o frio. Sério, um ar frio da porra, parece uma geladeira aberta, circulando gelo em todos os ângulos possíveis de seu corpo. Adorei o local onde é gravado o filme da Moulin Rouge. O bar em que ela fazia apresentações fica em um rua absolutamente sexual, tem sexy shop em todos os lados, e a entrada do bar custa mais de 100 euros, pasmem. Claro, eu paguei pra entrar ne, ja que faco dinheiro com meu mijo. Em frente ao bar do Moinho Vermelho, tem um local no chão no qual há um ventilador. Daí, você pode ficar em cima disso e o Ar levanta sua ropa todinha, como levantada a saia da fogosa no filme ! Rs ! O Arco do triunfo é bem grandão e foi uma invenção do tal Napoleão para simbolizar as conquistas de suas guerras, os triunfos, se é que me entende. Esse arco fica no fim da avenida comercial citada acima, é que to com preguiça de copiar e colar o nome dela aqui de novo, risos. O Louvre, por sua vez, é GIGANTESCO, e em frente à Monalisa tem sempre gente e flashes, sempre. No guia do museu, tinha escrito que se alguém gastasse 1 minuto vendo cada arte que fica exposta lá, o tempo gasto, no final das contas, seria o equivalente à dois meses. Pois é. Vi a mona lisa a algumas outras coisinhas legais e sai, somente.
Mas, de todos os lugares, o best foi o Palácio de Versalhes. Ele é gigantesco. Imenso, mais de 70 ambientes, se não me falha a memória. Mas a gente só tem acesso à algumas partes dele. Gente, mas o que você vê lá é lindo demais. Qualquer ambiente é bem enfeitado, cheio de quadros artísticos, com detalhes dourados em todo canto, vidros, talheres prateados, muito luxo. Na foto acima, eu estou em Versalhes, no corredor principal. Foi o lugar mais bonito do castelo que achei. Contudo, eu me senti estranho lá dentro, sério. Sei lá, meio que uma mágoa, uma raiva. Porque, o tamanho da grandiosidade do castelo é exatamente proporcional ao tamanho do egoísmo e da malvadeza da Realeza e da bosta do Luís XIV ! O castelo fica fora de Paris, gente, eles queriam era distancia do povo ! E o ouro que enfeitava tudo, de onde vinha ? BRASIL E ADJACÊNCIAS... Pois é, história crítica, eu estudei...
Se eu fosse resumir a viagem como um todo, diria que Paris é linda, SOMENTE nos pontos turísticos. Fora deles, é normal. As pessoas não são simpáticas, geralmente fedem, tem muita coisa pixada na rua, e o metrô de lá é sujo demais, fedorento, pior que os ônibus de Salvador, mas funcionam bem e são bem sinalizados. Paris é luminosa, brilhosa, mas só nos pontos turísticos. E ponto.
Lá é romantico ? Sim, é piegues, na verdade. E frio demais para um casal conseguir se beijar na frente da torre, num passeio de barco pelo Sena, durante a noite e tomando um belo vinho Francês, por exemplo.
Voltaria lá ? Talvez.
Passaria lua de mel lá ? JAMAIS, um saco, fugir do frio, de gente fedorenta, cidade cor de beige, jamais. É só vê os pontos turísticos, conhecer as luminosidades específicas e pontuais, e partir !!!
Moraria lá ? Só se fosse muito necessário, mesmo !
Beijo no coração, dessa vez !!!
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
O tal do PUB.

PUB = Public House, Bar... Os dicionários daqui trazem essa definição. Para mim e para todos que não são ingleses, pub é um bar, e ponto final. Mas um bar inglês. O nome é diferente porque, de fato, o bar e toda a sua organização interna não é comum, ordinária. É um ambiente diferente, bebidas diferentes. É que há um toque inglês em cada canto.
Assim como a cidade, o PUB também segue essa mania de coisa velha, ou seja, tem um ar de ‘’sou de antigamente’’ em todos os PUBs de verdade daqui. A começar pelo material principal, a madeira. Os pubs daqui são quase troncos de árvores, rs. Deve ter a ver com o clima frio, já que a madeira é má condutora de calor ! Mas o fato é que esses bares são todos de madeira, escada, corrimão, balcões, chão, tudo. Tudo mesmo. Geralmente, tem mais de um andar. O térreo e, ao menos, o primeiro andar. Quanto mais você sobe, mais ‘’reservado’’ o ambiente fica, dai, quando você chega lá pelo último andar, quando o PUB é um de muitos andares, você só encontra os casais. E, em contra-partida, no primeiro andar geralmente tem uma pista de dança e bastante agito. Mas pista de dança mesmo só tem em boats ! Pub tem no máximo uma região com um pouco menos de gente onde você pode dançar um pouquinho.
Não planeje sair de casa 10 horas e ir a um PUB porque você certamente terá acesso a somente restos. Isso mesmo, restos de agitação, restos de comida, de bebidas, resto de disposição e muita, mas muita gente louca, bêbada, drogada e vomitando. É geralmente essa a cena de fim de noite. A noitada aqui começa às 18 horas, quando as pessoas já sairam das atividades diárias e vão direito ao PUB concluir o dia tomando uma cervejinha, e termina geralmente às 23. Durante essa transição, geralmente a badalação começa com alguma bandinha tocando, e termina com uma pista de dança e músicas eletrônicas. Eu me assutei com a diferença de referência. A noite aqui acaba quando a minha costumava começar quando eu saio, em dias de balada, em Salvador = Entre 23 e 1 da manhã.
Você econtra todo o tipo de bebida num PUB. Ice, cerveja, tequila, vodka, vinho, tudinho. Mas o tradicional mesmo é tomar cerveja aqui, ao menos nos PUBS. Quando você compra uma cerveja, você recebe um copo de vidro emprestado, bem grandão, que deve ter uns 600 mls, cheio da cerveja que você escolheu. O Bar man, atendente que fica no balcão vendendo as bebidas, põe seu copo embaixo de um torneira de ferro, isso, torneira de ferro, e dai a bebida sai por ali. Mas há várias torneiras, uma para cada marca de cerveja. E há também vários tipos copos, variando de acordo com a marca da cerveja. Achei a cerveja daqui menos amarga, não sei proque, rs !
Mas para eu tomar a cervejinha mesmo eu ponho é um tal de ‘’strawberry’’, que significa morando, em inglês. É tipo uma calda rosa que torna a bebida menos amarga. Outro dia tive a brilhante idéia de gastar 4 libras, preço médio de cada copo de cerveja, em uma cerveja preta, só por causa da cor, exótica e diferenciada. Minha língua deu mais chilique do que a da minha vó quando morde algo azedo, estragado. Gritei tanto ‘’vote!!’’ no tal do PUB... tal do Pub.. pUb !
BEIIIJO! ( Na alma não que ela já deve estar candada né ??? kKKkKK ).
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Madame Tussauds ( Pronúncia = MADAME TIÇÔ ). Ou, museu de cera.
Meu carnaval.
Só tive um dia de Carnaval, ontem, segunda. E passei em um lugar fechado, com musica reproduzida, não ao vivo atrás do trio, rs. O lugar se chama Walkabout. Começa a noite como um PUB, às 18 horas, e depois se torna uma boate de verdade, cheia de luses e músicas eletrônicas.
Como era carnaval, as músicas foram quase todas brasileiras. E, advinha ? O axé foi o que mais tocou ! =DDDD
Como era carnaval, as músicas foram quase todas brasileiras. E, advinha ? O axé foi o que mais tocou ! =DDDD
Troca da Guarda.
De tempo em tempo, como numa rotina, os soldados que simbolicamente protegem o Palácio de Buckingham permutam entre si, trocam a guarda. Isso era uma tradição no passado, hoje é só simbólico, turtístico. Os soldados costumavam proteger a realeza, centro político, de possíveis ataques, invasões. Hoje, a rainha Elizabeth ainda mora lá. Que casarão, eim ?!
Escolhi assistir essa pequena cerimônia num domingo, já que ela não acontece todos os dias. De brinde, ganhei um solzão ! =D
Beijão !
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
A Família.
Seguramente, para quem está lendo o Blog, esse vai ser um dos textos mais importantes. Quem quer saber de mim de pertinho, se informar sobre esse intercâmbio vendo pela ''maçaneta'' dele, pensa sempre na família. '' Como será esse povo inglês ?''. ''Será que estão tratando ele bem ?''. '' Morar com desconhecidos, e desconhecidos estrangeiros, deve ser tenso''. '' Já reclamaram que ele come tudo da geladeira ? E que suja o banheiro todo ?'' E o quarto, ele faz aquela zona ?'' ( Risos ).
Quando eu decidi fazer o intercâmbio e escolhi ficar numa casa de família que ia receber dinheiro para me hospedar, eu tinha em mente uma noção bem mecânica, bem negocial da coisa. Pensava que uma família inglesa precisava de dinheiro e por isso decidia hospedar estudantes. Pensava que o intercambista teria disponível um quarto bem básico da casa para dormir e para estudar, e acesso restrito há cômodos específicos.
Bem, para a alegria de todos e felicidade geral da nação Silva, eu só digo sorte. Fui presenteado pela vida, pelo destino, sei lá. Numa comparação que fiz ao longo dessas três semanas que se passaram, com a família de outros estudantes da escola, eu não encontrei situação melhor do que a minha. Na verdade, eu ouvi histórias bem parecidas com o que pinta na cabeça das pessoas, a frieza deles, o ''não se importar''. A Host Family para qual eu fui enviado não é fria. Eles são simpáticos, mas uma simpatia morna, do clima temperado, sem o calor humano que exala dos trópicos. Eles são cuidadosos, mas, claro, não como meus pais. São prestativos, sem, obviamente, me incluir como membro da família. O fato é que essa família tem o tempero certo do intercâmbio, pois eu não sou excluido e nem incluido. Sou hospedado.
Houve três jantares de família em domingos alternados e eu fui convidado para os três. Minha rinite atacou, eles me deram assistência e até remédio para garganta. Uso diariamente um sobretudo que é do pai da família. Fiquei durante toda a primeira semana usando o notebook deles, pois ainda não tinha o meu. Toda a coleção de Harry Potter, original, fica no guarda-roupa de meu quarto, e pertecem a filha deles. Todos, filha e pais, me incentivaram a ler eles, quando disse que li já li todos, mas em portugês. Posso levar amigos para casa deles, se assim desejar, pois assim fui orientado. Durmo com 4 travesseiros, 4 almofadas e dois edredons. Tenho acesso praticamente irrestrito à cozinha.
Finalizando, o agente de intercâmbio da ABIC, empresa pela qual comprei o intercâmbio, se comunicou comigo dias atrás e me disse que essas regalias são bem incomuns. Eles querem registrar essa família, por 5 estrelas neles, rs.
Beijo de alma.
P.s. O pai da família é palhaço assim mesmo. Quis usar o chapéu e me fez usar outro para tirar a foto quando disse que ia usar a foto para escrever em meu blog pessoal. Os chapéus são de peles de animais e muito caros, para frios extremos, são chapéus do Cazaquistão.
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Aprendizagem a todo o momento.
Você olha a foto e se pergunta: O que significa um carrinho que carrega malas grudado em uma parede com uma placa iformando: Plataforma 9 3/4. Ou, num outra visão, você sente uma excitação instantânea porque reconhece que essa é a plataforma que o Harry Potter atravessava toda vez que ele queria sair do mundo dos humanos e chegar ao mundo dos Bruxos e, erroneamente, conclui que eu vou escrever algo sobre Harry Potter. Independente de qual visão você tenha, desconhecendo ou conhecendo a saga desse Bruxo, te levaria parr um passeio, pelo mesmo caminho. Quero fazer voce concluir que, ao sair de Salvador e chegar em Londres, eu atrevessei uma parede, fui parar num mundo totalmente diferente, com língua e linguagem bem diferentes. Quero, SOBRETUDO, dimensionar de forma bem exata o tamanho do mergulho que fazemos ao penetrarmos numa outra língua, como intercambistas. Te juro, é bem fundo, e se você não gostar do estrangeiro tudo pode se tornar muito denso. Asfixiante.
Então, digamos que eu acabo de sair do avião e chego no aeroporto Heathrow, aqui em Londres. Dai o mundo gira completamente. Desde o primeiro passo no Aeroporto, para se orientar, é preciso seguir as placas em inglês. Daí você atravessa umas 10 ou 12 esteiras rolantes até chegar numa lugar onde você entra numa fila para passar pela imigração. Mas.. Tem duas filas, qual é a minha ? Bem, como é fila em inglês ? Line ? Observando as pessoas que estão nas duas filas, dá pra concluir que uma e para estrangeiro e outra para residente. Beleza. E depois você espera até chegar usa vez. E enfim você é entrevistado de cabo a rabo, porque o oficial da imigração quer saber a verdade sobre a sua visita a Londres. Dizer que você vem para estudar, que e a primeira vez, que seu Pai está te financiando, e que você vai ficar numa casa de família e que está matriculado em tal escola é simples. Dizer quanto de dinheiro você tem também.. Mas.. E explicar o porque de seu Pai não mandar todo o dinheira da viagem de uma vez só ?
Bem, agora vamos imaginar que eu acabo de chegar na casa da família depois de ter ficado por 24 e 30 minutos viajando. A fome era tanta, a paciencia tão pouca, que eu não me lembrava das palavras em inglês. Dai ela, a mãe da família, começa a te apresentar a casa, os andares da casa, os móveis do seu quarto, explica como usar os utensílios da cozinha que é toda diferente, e você tentando gravar, ou ao menos entender, os nomes pronunciados. Pensava - Meu Deus, como eu digo armário em inglês ? E ferro de passar roupa ? E a banheira, eu tenho de tomar banho na banheira e nem sei como devo ''operá-la'', como é banheira em inglês ? Rapaz, o fogão daqui não tem fogo, tem tipo um círculo de ferro onde você põe a panela em cima para esquentar, e para fazer café eu tenho de usar um objeto que é tipo um pote comprido de vidro com uma válvula em cima dele, o que é isso, como eu digo isso em inglês ? E pão, amanhão vai ter manteiga na mesa ? Como é mesmo manteiga em inglês ? Eu só na monossílaba e ela toda arquitetada nas falas. Eu so confirmando e rindo, quando na verdade queria dizer, to morrendo de fome caralho, cala essa boca, começa a falar portugês e me diz o que eu devo faze para matar minha fome. Não. Você engole tudo o que pensou dizer e abre um sorriso bem largo. Que casa linda, senhora Alex.
Você tem de ir pra rua para seu primeiro dia de aula, e as sinalizaões são todas em inglês, os nomes da rua não nomes ingleses, e você entra pelo frente do ônibus e senta no segundo andar dele, e não no térreo, e você sai pelo meio, e não pelo fundo. Não têm catraca. Dai você fica com medo de perder o ponto porque a cidade parece a mesma, com prédios velhos e nomes em inglês. A, já sei, vou pedir ao motorista para me avisar quando chegar o ponto e ficar bem pertinho dele. Ah, tah, usa seu inglês de novo, moleque. Beleza, você chega na escola e sabe o número da sala, mas qual é o andar ?. Pera, como é andar em inglês ? Pega o dicionário, por favor ! Ah, sim, lembrei, Floor. Entra na sala, começa a aula, mas você quer beber aguá e ir ao banheiro. Mas não é mais seu professor brasileiro que está na sala, então se você não pedir para fazer isso em inglês, ele não vai entender. Olha, usei o inglês de novo.
Chega o almoço e você tem de dizer em inglês que procura por um restaurante brasileiro. Seu dia de aula acaba e você tem de explicar em inglês para a PROFESSORA DE INGlÊS russa que mora contigo como é a metodologia da escola. Toda vez que você se encontra com um membro da familia pela casa, você precisa comprimentá-los em inglês. A semana passa e você precisa lavar suas roupas, e para isso você precisa aprender a usar a máquina de lavar deles que tem instruções em inglês e, além disso, tem de ouvir as explicações da mãe da família como usar a máquina, onde por o sabão, o amaciante e etc. Você precisa sacar dinheiro, como é isso em inglês ?
A conclusão é que a língua que a gente fala é como um orgão da gente que usamos quase sem intervalo. E a gente só percebe isso quando a gente faz alguma alteração nisso, perde o poder da fala, ou precisa falar outra língua. Às vezes sinto minha comunicação presa porque tenho grande poder de fala mas pouco instrumento, às vezes canso. Mas o fato é que do momento em quando acordo até o momento em que vou para cama tenho exercitado o inglês. É quase uma brincadeira sem ''dois altos''.
Eaí ? Quer tentar ?
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Um cidade, muitas línguas oficiais, mas quantos ''dialetos'' ?

Nessa postagem, quero comecar explicando a imagem, e não o texto. Acima nós temos o mapa dos túneis dos metrôs, das estações de metrôs e tudo o que se relaciona com esse ''microcosmo'', rs. Essa imagem é muito famosa por aqui, e, como já disse, o transporte é excelente a ponto de se tornar motivo de orgulho. Provavelmente, eu voltarei com uma camisa que tem essa imagem estampada na frente. Se você observar cuidadosamente, são várias linhas, cada uma com uma cor diferente, e a o mapa se divide em zonas. Eu estudo na Zona 1 e moro na Zona 2. Tenho duas escolhas para ir e voltar da escola: acordar um pouco mais tarde, ir de metrô que é mais rápido mas menos confortável por conta do aperto. Ou, ir de ônibus, acordar um pouco mais cedo, ir confortável e ainda pode escrever para vocês no Blog. Como minha natureza é instável, eu faço a escolha de acordo com o humor do dia, rs.
Queria explicar o mapa para poder partir para a língua, melhor, para aprendizagem da língua. Assim como o mapa, a língua inglesa em Londres é segmentada. Isso existe por vários fatores. Primeiro, o sotaque da língua nativa de cada indivíduo se projeta na língua inglesa, ou seja, quem fala português tem uma pronúncia diferente de quem fala italiano, que por sua vez tem uma pornúncia diferente de quem fala russo, que for sua vez de quem fala japonês, chines ou coreano ( que, aproveitando o gancho - essa vai pra fafá), são línguas absolutamente distintas, segundo os asiáticos de minha sala. Bem, como a cidade é toda misturada, parece um mosaico de cada país, já dá pra ver que a língua inglesa acompanha essa mistura, e por isso eu tenho mais repetido o que falo e o que ouço do que conversado de modo fluído com o pessoal daqui, rs. Além disso tudo, na própria cidade há diferentes prnúncias para palavras similares, entre os próprios nativos daqui. Por exemplo, é possível pornunciar ''Water'' de três modos diferentes, e isso vai depender do local da cidade onde você se encontra. Ou, em outra abordagem, é possível, por exemplo, falar ''Can't'' de dois modos diferente, a depender da classe social que você faça parte. A alta sociedade pronuncia essa palavra de modo mais fechado, e a baixa de modo mais aberto. Bem, independente da nacionalidade ou do local de Londres, o inglês aprendido vai ser sempre diferente daquele que o Fisk me ensinou = O americano. Como diz meu Pai, de fato, na prática a teoria é outra.
Por sinal, conseguiu contar o tanto de modos diferentes da língua inglesa com os quais eu tenho contato diariamente ?
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